Breaking2: Por 26s Nike não rompe a barreira de 2h em uma maratona

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Na madrugada deste sábado (06/05), a Nike tentou o impossível, pelo menos na ótica de muitos, e chegou muito próximo. O desafio Breaking2 de superar a simbólica marca de duas horas de maratona ficou míseros 26 segundos de ser alcançado.

No autódromo de Monza, na Itália, os  atletas Eliud Kipchoge, do Quênia, Zersenay Tadese, da Eritreia, e Lelisa Desisa, da Etiópia, correram o trajeto de 42 km, pouco mais de 17 voltas do autódromo, tentando serem quase três minutos mais rápidos que o atual recorde que é de 2h02min57s, conquistado pelo queniano Dennis Kimetto, em 2014, na Maratona de Berlim.

O queniano Kipchoge se aproximou do feito, completando os 42km em 2h00min25s, uma marca histórica, porém não será considerada como recorde mundial da maratona, já que o percurso não foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (Iaaf). Tadese e Desisa não aguentaram o ritmo proposto e na metade da prova já deram sinais que não conseguiriam atingir o feito.

Foto: divulgação

O feito, que por apenas 26s não foi atingido, era bem complicado, já que os atletas teriam que diminuir aproximadamente 4 segundos por quilômetro do recorde atual. Vale lembrar que a última vez que um atleta conseguiu baixar o tempo em mais de três minutos, em uma maratona de 42 km, foi em 1952, com o britânico Jim Peters, que fez o tempo em 2h20min42s, quase cinco minutos mais rápido que o coreano Suuh Yun-bok.

A missão é praticamente impossível. Muitos acreditam que é muito difícil que os atletas abaixem o tempo. E o motivo dessa improbabilidade pode ser traduzido em números. Nos últimos 18 anos, foram precisos, em média, cinco anos e meio para alguém conseguir baixar um minuto na distância. Se for ver nessa média, o tempo abaixo das duas horas seria batido apenas em 2030.

A tentativa estava rondada de ceticismos até por atletas de alto desempenho, a Campeã da Maratona de Berlim em 2016, a etíope Kenenisa Bekele, é uma das pessoas que não acreditam no feito: “para mim é impossível. Mas nunca se sabe. Talvez dentro de uns 10 anos alguém crie uma tecnologia nova.” – Disse em entrevista ao New York Times.

Com diversas variáveis a influenciar no resultado, tais como: mudanças climáticas, altimetria do trajeto e administração do tempo, a ideia da Nike foi eliminar ou diminuir os efeitos destas variáveis sobre os três competidores e não por acaso o Autódromo de Monza foi escolhido. Seu formato circular teve  influência positiva sobre os corredores. Segundo especialistas da marca, o dia 6 foi o dia ideal para a tentativa, pois era esperada a temperatura na casa dos 12°C, com baixa umidade e poucos ventos.

O Breaking2 estava rondada de ceticismos até por atletas de alto desempenho, a Campeã da Maratona de Berlim em 2016, a etíope Kenenisa Bekele, é uma das pessoas que não acreditam no feito: “para mim é impossível. Mas nunca se sabe. Talvez dentro de uns 10 anos alguém crie uma tecnologia nova.” – Disse em entrevista ao New York Times.

A Nike transmitiu o evento Breaking2 ao vivo nesta madruga pelo twitter e facebook (onde é possível assistir a corrida), o mundo todo acompanhou o feito de Eliud Kipchoge, o homem que correu uma maratona em 2h 00m 25s.

A pergunta agora é: Quando será a próxima tentativa?

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About Author

Vinicius Reche

Tinha o sonho de ser jogador de futebol. Apaixonado por todos os tipos de esportes, tem como principal desejo, viajar por todo mundo para curtir lugares novos, e experiências únicas. Atualmente, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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